Existem aqueles animes que você assiste, gosta e esquece no dia seguinte. E tem Re:Zero, que faz você sentir agonia e mesmo assim te faz correr pro próximo episódio. Se você já se perguntou por que Re:Zero é tão bom, a resposta não é só uma coisa. São várias escolhas que poucos isekai têm coragem de fazer. Bora por partes, daqui pra frente vai ter spoilers da obra.
1. Cada morte tem peso de verdade
O “Return by Death” poderia ser só um botão de voltar e consertar algo, mas a série faz o oposto. O Subaru volta no tempo toda vez que morre, mas ele é o único que lembra de tudo e ainda sente uma dor intensa quando tenta contar o segredo para alguém.
A Otaku USA Magazine já avisava que o anime passa longe de ser só mais um nos moldes de Overlord ou Sword Art Online, porque existe muito mais em Re:Zero do que simplesmente apertar continuar. Aqui ninguém passa de fase sem pagar o preço. Cada morte machuca e cada tentativa custa caro.
2. O Subaru erra, mas aprende
Ele chega ao mundo novo como um cara comum, confiando que aquele mundo funcionava da mesma maneira que os jogos de RPG que jogava e que iria se dar bem naquele mundo. A Otaku USA descreve esse começo como o de um clichê ambulante, e ainda nos primeiros episódios vemos o anime esmagar essa confiança do Subaru.
Durante a jornada, principalmente na primeira temporada, o Subaru comete vários grandes erros, magoa a Emilia, que ele tanto ama, e precisa encarar as consequências já que o Return by Death não pode consertar isso naquela ocasião. A UK Anime Network destacou que o anime não ignora o estrago psicológico de reviver tudo aquilo, assim como acontece em Steins;Gate. E a 4ª temporada leva isso ao limite, já que no Arco da Perda até a memória dele entra na jogada, segundo o ComicBook. É por isso que a torcida por ele é tão forte, o amadurecimento e a evolução do personagem são notáveis no decorrer da trama.
3. O elenco é carismático, e a série sabe disso
Rem, Ram, Emilia, Beatrice, Otto, Julius… Re:Zero mostra vários lados de cada personagem. A UK Anime Network lembra que o segundo arco usa o Return by Death justamente pra isso, ao apresentar a Ram e a Rem. O resultado é que você ama todos que são apresentados ali, e o anime não tem pena de usar esse carinho contra você.
O episódio 18 da 1ª temporada é o exemplo perfeito, com o Subaru desabando e a Rem ajudando ele a se reerguer, como detalha esta análise do episódio.
4. Humor e terror na mesma cena
Num instante o Subaru está tirando com a cara da Beatrice, no outro o clima vira horror. A resenha da 4ª temporada no The Contending elogia justamente essa virada, que continua eficaz até para quem já conhece a habilidade dele. O contraste funciona porque você acabou de rir quando o choque chega, o que faz doer em dobro.
5. Uma origem ousada
Antes de criar Re:Zero, o autor Tappei Nagatsuki escrevia fanfic de The Familiar of Zero, e a vontade de escrever a Emilia foi o pontapé inicial da história, segundo a Wikipedia. A obra nasceu em 2012 como web novel no site Shōsetsuka ni Narō e chegou aos livros em 2014, de acordo com a Outlook Respawn.
Curiosidade boa, o primeiro volume saiu de um manuscrito com mais de mil páginas, quando o normal numa light novel gira em torno de 250. Hoje a franquia passa de 16 milhões de cópias em circulação, contando as digitais, número que a Kadokawa divulgou em abril de 2026. Na tela, a 3ª temporada ficou em 3º lugar no ranking geral do outono de 2024 do Anime Corner, e a White Fox voltou com a mesma equipe para a 4ª.
Vale a pena assistir?
Vale demais. No fim das contas, Re:Zero é bom porque leva a dor, a amizade e a esperança a sério, sem entregar nada de graça. A 4ª temporada tem 19 episódios divididos em dois arcos, o da Perda com 11 e o da Recaptura com 8, segundo a Anime Trending. As temporadas estão na Crunchyroll, e a 4ª estreou com dublagem em português, como conta o O Vício.
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