Se você curte anime clássico, com certeza já ouviu falar que Ranma 1/2 tem duas versões bem diferentes, e a pergunta “qual deles eu devo assistir?”. A primeira opção é o anime de 1989, nostálgico pra muita gente. E a segunda é o remake da MAPPA na Netflix, que estreou sua terceira temporada em outubro de 2026.
Duas versões da mesma história
O anime clássico foi feito pelo Studio Deen. Somando Ranma 1/2 e Ranma 1/2 Nettōhen, são 161 episódios entre 1989 e 1992, além de 12 OVAs e três filmes. A primeira série foi cancelada com apenas 18 episódios por causa da audiência baixa e voltou um mês depois, reformulada, como Nettōhen, de acordo com o Anime News Network. Ou seja, o anime que a gente lembra com tanto carinho quase morreu logo de cara.
Mas o clássico nunca conseguiu concluir a história. O anime chegou ao seu fim em 1992, quatro anos antes do mangá de Rumiko Takahashi, e o último episódio mostra Ranma conhecendo alguém, algo que no mangá é só a apresentação de uma personagem recorrente. O mangá o mangá encerrado em março de 1996, com 407 capítulos.
Já o remake da MAPPA, dirigido por Konosuke Uda, estreou em outubro de 2024 e tem streaming exclusivo na Netflix. As duas primeiras temporadas tiveram 12 episódios cada, e a proposta é adaptar o mangá com fidelidade.
O que muda entre as duas versões
Fidelidade ao mangá. O remake segue o material original, mas não é uma cópia quadro a quadro. A The Review Geek avisa que dá para notar mudanças de figurino e uma censura mais sutil, então ninguém deveria esperar um remake de um para um. Já o original tem muito mais conteúdo, com OVAs e filmes além da série.
Visual. A MAPPA entrega uma animação moderna e lutas muito mais dinâmicas. Um redator da Popverse chegou a dizer que é o seu remake favorito de todos e que as lutas são bem mais interessantes que as do original. O anime de 1989 tem o charme noventista que muita gente ama, e parece que a Netflix e a MAPPA sabem disso, já que trouxeram de volta uma animadora do original para recuperar o visual dos anos 90 na terceira temporada.
Dublagem. Aqui o remake apostou na nostalgia e na dublagem brasileira trouxeram de volta Márcio Araújo (Ranma masculino), Fátima Noya (Ranma feminino) e Tatiane Keplmair (Akane), como destacou o Einerd. Na versão japonesa, Kappei Yamaguchi e Megumi Hayashibara também reprisam seus papéis.
E a crítica, o que diz?
O remake foi bem recebido. De acordo com o kino.de, a série entrou no top 10 da Netflix no mundo todo já com a primeira temporada. Mas nem todo mundo se convenceu. A Scrmbl achou o remake bom, mas questionou se isso basta para justificar uma nova adaptação. Já um resenhista do AnimeClick considera o remake inferior e recomenda ler o mangá e assistir ao anime de 1989 com OVAs e filmes. São opiniões individuais, mas mostram como a nostalgia pesa nessa discussão. No fim, o que importa é o que você procura em Ranma, se é a história mais fiel ao mangá ou o clima de época.
Onde assistir cada versão
O remake é fácil. Está na Netflix, com legendas e dublagem em português, como informou o O Vício. Os episódios novos chegam logo depois da exibição na Nippon TV, no Japão, de acordo com a Culturageek, então dá para acompanhar a temporada quase em tempo real. O anime de 1989 é mais complicado. Em 2024, o TecMundo apontou que ele não estava em nenhum streaming oficial no Brasil, embora existisse no exterior pela Amazon Prime Video. Essas listas mudam com frequência, então vale conferir no JustWatch antes de assinar qualquer coisa.
Ranma 1/2 qual assistir? A resposta por perfil
Se você nunca viu Ranma e prefere algo mais atual, comece pelo remake. É bonito, curto, tem dublagem em português e dá para acompanhar as temporadas conforme elas saem. Com 24 episódios nas duas primeiras temporadas, você se atualiza rapidinho e já entra na terceira.
Se você é fã de nostalgia, vá de 1989, principalmente se cresceu vendo no Cartoon Network ou na PlayTV, onde o anime foi exibido.
Se você quer o final da história, nenhum dos dois anime resolve isso por hora. O original terminou antes do mangá e o remake ainda tem muita estrada pela frente. O jeito é ler o mangá.
No fim das contas, ninguém precisa escolher um lado para sempre. Dá para começar pelo remake e, se bater a curiosidade, visitar o clássico depois. E você, é time 1989 ou time MAPPA? Conta aí nos comentários.
