CuriosidadesAnimes

17 Curiosidades de Guerreiras Mágicas de Rayearth

17 Curiosidades de Guerreiras Mágicas de Rayearth

Se você cresceu vendo Lucy, Marine e Anne nas manhãs do SBT, ou até mesmo se conheceu as meninas agora com o reboot que estreou em outubro de 2026, essa lista é pra você. Separei 17 curiosidades de Guerreiras Mágicas de Rayearth que vão dos bastidores do mangá até a dublagem brasileira. Alguns itens da lista têm spoilers do anime clássico e do mangá.

1. Tudo começou com um convite da revista de Sailor Moon

O convite partiu de Hideki Yamaguchi, editor da Nakayoshi, durante a festa de lançamento dos romances Soryuden, que o CLAMP tinha ilustrado. A revista queria uma história para leitoras do ensino fundamental pra cima, e o grupo também queria fãs novos, já que, como Nanase Ohkawa comentou, os leitores do CLAMP tinham o hábito irritante de crescer, segundo o All the Anime. Sem direção dos editores, elas misturaram robôs gigantes, RPG (que bombava no Japão) e fantasia. Foi sucesso de Sailor Moon na mesma revista que abriu espaço pra uma série com robôs.

Também já temos uma lista de curiosidades de Sailor Moon aqui no site!

2. Quase tudo em Cefiro tem nome de carro

Presea (Nissan Presea), Lantis (Mazda Lantis), Ascot (Honda Ascot), Alcyone (Subaru Alcyone) e o próprio mundo de Cefiro (Nissan Cefiro) vêm de modelos de carro, e no anime até o monstro do Ascot se chama Pajero, como mostra a lista de personagens da Wikipédia. No mesmo texto do All the Anime, Ohkawa explica o motivo. Crianças têm dificuldade pra decorar nomes escritos em katakana, mas os pais delas dirigem carros, então usar os nomes dos carros que as famílias tinham em casa ajudaria a memorizar.

3. Rayearth é a exceção, e o nome foi ideia de um amigo

Entre tantos nomes de carros o nome que batiza a série não vem de nenhum. Quem sugeriu foi o ilustrador Takeshi Okazaki, amigo do CLAMP, e a palavra é uma versão em inglês de Hikaru Daichi, que em tradução livre é algo como ‘terra brilhante’, segundo o Anime Theorist. A Wikipédia completa que a ideia era justamente ter um nome com cara de carro, pra combinar com o resto. Já o Magic Knight do título saiu da cabeça da Ohkawa.

4. Os nomes das protagonistas escondem elementos e Mashin

Hikaru (光) quer dizer luz, como a luz do fogo, Umi (海) é mar e Fuu (風) é vento. Os sobrenomes apontam pros Mashin de cada uma. O Shi de Shidou (獅) significa leão, o Ryuu de Ryuuzaki (龍) é dragão e o Houou de Hououji (鳳凰) é a fênix da mitologia oriental. Não por acaso, Rayearth parece um cruzamento de leão com lobo, Ceres é um dragão e Windam é uma ave.

5. Desenhar robôs gigantes deu dor de cabeça

Os Mashin eram tão grandes que não dava pra mostrar as garotas e os robôs no mesmo quadro, a solução foi simplesmente tirar o cockpit e mostrar o rosto das meninas durante as lutas, segundo a Wikipédia. Outra sacada foi o próprio nome Mashin, que foi escrito com kanji que significam algo como deus da magia, mas que em japonês soa igualzinho a machine, máquina em inglês. O lado mecha é tão forte que os Mashin entraram nos games Super Robot Wars T (2019) e Super Robot Wars 30 (2021).

6. O fim da primeira parte quase foi o fim da série

O CLAMP estava tão empolgado com a grande revelação do fim da primeira fase que achou as primeiras aventuras em Cefiro bem fáceis de escrever. Ohkawa contou que, se o público fosse mais velho ou masculino, elas teriam pensado em encerrar a série ali mesmo. A segunda fase, por outro lado, foi difícil, porque o grupo sentiu que tinha se encurralado.

7. Mokona tem nome de integrante do CLAMP e guarda o maior segredo da obra

A bolinha branca que só fala puu herdou o nome de Mokona, uma das artistas do CLAMP, segundo a lista da Wikipédia. Agora vem spoiler pesado do mangá. No final da segunda fase, Mokona se revela o criador de Cefiro e de suas regras, incluindo o sistema do Pilar, que ele criou depois de ver a violência das pessoas da Terra, que também foi criação dele. Irônico ou não, Mokona é o criador do mundo na obra e tem o nome de um das artistas do CLAMP.

8. Rayearth aparece por todo lado em Tsubasa

O CLAMP adora cruzar suas obras, e Tsubasa Reservoir Chronicle está cheio de Rayearth. Lá, os Mashin viram Kudan, espíritos protetores dos heróis (Rayearth fica com Syaoran, Ceres com Kurogane e Windam com Fay), e até mesmo personagens como Lantis, Eagle, Caldina e Primera também dão as caras. Os Mokona Modoki de Tsubasa e xxxHolic teriam sido inspirados no Mokona de Cefiro, já que a Yuuko dá a entender isso.

9. O anime seguiu caminho próprio, com a roteirista do CLAMP no time

O anime estreou em 1994 com o mangá ainda em publicação, então a TV criou muita coisa própria. A própria Ohkawa entrou como roteirista a partir do episódio 14. Na segunda temporada aparecem Debonair e Nova, vilãs que não existem no mangá, e a Nova foi criada pelo diretor Toshihiro Hirano a partir de uma personagem de outro anime dele que nunca saiu do papel. Já a Sierra surgiu como irmã gêmea da Presea pra tapar um furo de roteiro, porque só no anime a Presea morre na primeira temporada.

10. Hikaru chegou a passar a Ami de Sailor Moon em popularidade

Em 1995, no auge do anime, a Hikaru entrou no top 10 das enquetes de personagens da revista Animage em sete dos doze meses. Ela chegou a superar a Ami, a Sailor Mercury, que parecia imbatível nessas votações, em junho, setembro e dezembro, e em janeiro de 1996 ficou em segundo lugar, atrás só do Duo de Gundam Wing, segundo o levantamento do Anime Theorist.

11. A abertura vendeu mais de 1 milhão de cópias e voltou no reboot

Yuzurenai Negai, de Naomi Tamura, foi lançada em novembro de 1994, passou de 1 milhão de cópias vendidas e levou a cantora ao Kohaku Uta Gassen da NHK em 1995, o programa musical de fim de ano mais tradicional do Japão. Em 2026, a música ganhou uma baita homenagem ao tocar como música de inserção no episódio 1 do reboot, e a Tamura disse que se sentiu muito honrada, segundo o site japonês Toy People.

12. O jogo de Sega Saturn foi um dos primeiros anunciados e o último lançado nos EUA

O RPG de ação da Sega foi um dos 12 jogos revelados junto com o próprio Saturn, no Tokyo Toy Show de junho de 1994. Só que a localização da Working Designs demorou tanto que ele virou o último jogo de Saturn lançado na América do Norte, tendo seu lançamento somente em dezembro de 1998. Sem os direitos de Yuzurenai Negai, a empresa colocou uma letra nova em inglês na mesma melodia, a Daring Dreams. E no jogo só a Hikaru usa espada, enquanto a Umi, campeã de esgrima, luta com florete e a Fuu, especialista em arco, usa arco e flecha.

13. No Brasil, Hikaru, Umi e Fuu viraram Lucy, Marine e Anne

O anime estreou no SBT em 5 de maio de 1996, depois virou presença fixa no Eliana & Cia e ficou na grade até 1998, com dublagem do estúdio Gota Mágica, de São Paulo. O diretor de dublagem Gilberto Baroli queria manter os nomes japoneses, mas a distribuidora Alien International e a TMS vetaram, e os nomes sugeridos pela TMS (Luce, Marine e Anemone) viraram Lucy, Marine e Anne, nas vozes de Cecília Lemes, Noeli Santisteban e Fátima Noya, segundo a Wikipédia. Nos títulos dos episódios, Cefiro virou Zefir, Presea virou Priscila, Eagle virou Águia e o Pilar virou núcleo.

14. A versão brasileira ganhou abertura e CD próprios

Quem via no SBT começava o episódio cantando Guerreiras Mágicas, na voz de Larissa Tassi, e não a abertura japonesa. A dublagem rendeu até um CD com oito músicas feitas só pro Brasil, incluindo Poderes Mágicos (com Sarah Regina), Vento, Fogo e Mar e uma faixa pra cada guerreira, chamadas Lucy, Marine e Anne. A produção foi de Augusto César e de Mário Lúcio de Freitas, dono da própria Gota Mágica, como relembram o Otaku Jukebox da Rádio J-Hero e a Wikipédia.

15. Os OVAs contam outra história e só foram dublados em 2025

Em 1997 saíram três OVAs chamados apenas Rayearth, numa versão mais sombria. As meninas já são amigas da mesma escola, perto de se formar, e são os feiticeiros de Cefiro que invadem Tóquio. Rayearth troca de nome e vira Lexus (outro nome de carro, que novidade). Os episódios eram inéditos por aqui até abril de 2025, quando o canal TMS Anime Latino lançou no YouTube uma dublagem nova, com elenco todo trocado mas mantendo os nomes Lucy, Marine e Anne, como noticiou o JBox.

16. O mangá já ganhou várias edições no Brasil

A JBC levou o mangá pras bancas entre 2001 e 2002, em 12 volumes, cada dois equivalendo a um volume japonês, segundo a Wikipédia em português. Depois vieram reedições, e em agosto de 2026 a editora começou a CLAMP Premium Collection de Rayearth, com seis volumes, sobrecapa especial, páginas coloridas e um postcard exclusivo em cada um, como mostra a página do primeiro volume.

17. O reboot de 2026 é o primeiro anime novo da franquia em 29 anos

Anunciado em julho de 2024 pelos 30 anos do anime, o novo Rayearth estreou em 7 de outubro de 2026 na TV Asahi, com produção da TMS e animação do estúdio E&H Production. É a primeira animação inédita desde os OVAs de 1997, com direção de Yui Miura, Yuki Kajiura entre os compositores da trilha e as vozes de Ayane Sakura (Hikaru), Rumi Okubo (Umi) e Rie Takahashi (Fuu). Serão dois cours seguidos e, por aqui, os episódios saem legendados na Crunchyroll, que não colocou a série na lista de dublagens da temporada, segundo o Catraca Livre.

Gostou das curiosidades de Guerreiras Mágicas de Rayearth?

Se bateu a saudade, o clássico está na Crunchyroll e na Netflix, e a dublagem da Gota Mágica chegou a voltar à TV aberta em março de 2026, no Antimatéria da TV Cultura. Já o reboot sai toda quarta-feira na Crunchyroll. E aí, você conheceu as Guerreiras Mágicas no SBT ou chegou agora com a versão nova? Conta nos comentários qual curiosidade mais te surpreendeu.

Compartilhar:

Gabriel S. Santos

Redator do Show Paralelo! Acompanho animes há mais de 6 anos e escrevo sobre esse universo aqui no site.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *